terça-feira, 18 de junho de 2013

FAZ DE CONTA...

Recentemente uma professora, que veio da Polônia para o Brasil ainda muito jovem, proferia uma palestra e, com muita lucidez trazia pontos importantes para reflexão dos ouvintes.

Já vivi o bastante para presenciar três períodos distintos no comportamento das pessoas, dizia ela.

O primeiro momento eu vivi na infância, quando aprendi de meus pais que era preciso ser. Ser honesta, ser educada, ser digna, ser respeitosa, ser amiga, ser leal.

Algumas décadas mais tarde, fui testemunha da fase do ter. Era preciso ter. Ter boa aparência, ter dinheiro, ter status, ter coisas, ter e ter...

Na atualidade, estou presenciando a fase do faz de conta.

Analisando sob esse ponto de vista, chegaremos à conclusão que a professora tem razão.

Hoje, as pessoas fazem de conta e está tudo bem.

Pais fazem de conta que educam, professores fazem de conta que ensinam, alunos fazem de conta que aprendem.

Profissionais fazem de conta que são competentes, governantes fazem de conta que se preocupam com o povo e o povo faz de conta que acredita.

Pessoas fazem de conta que são honestas, líderes religiosos se passam por representantes de Deus, e fiéis fazem de conta que têm fé.

Doentes fazem de conta que têm saúde, criminosos fazem de conta que são dignos e a justiça faz de conta que é imparcial.

Traficantes se passam por cidadãos de bem e consumidores de drogas fazem de conta que não contribuem com esse mercado do crime.

Pais fazem de conta que não sabem que seus filhos usam drogas, que se prostituem, que estão se matando aos poucos, e os filhos fazem de conta que não sabem que os pais sabem.

Corruptos se fazem passar por idealistas e terroristas fazem de conta que são justiceiros...

E a maioria da população faz de conta que está tudo bem...

Mas uma coisa é certa: não podemos fazer de conta quando nos olhamos no espelho da própria consciência.

Podemos até arranjar desculpas para explicar nosso faz de conta, mas não justificamos.

Importante salientar, todavia, que essa representação no dia-a-dia, esse faz de conta, causa prejuízos para aqueles que lançam mão desse tipo de comportamento.

A pessoa que age assim termina confundindo a si mesma e caindo num vazio, pois nem ela mesma sabe quem é, de fato, e acaba se traindo em algum momento.

E isso é extremamente cansativo e desgastante.

Raras pessoas são realmente autênticas.

Por isso elas se destacam nos ambientes em que se movimentam.

São aquelas que não representam, apenas são o que são, sem fazer de conta.

São profissionais éticos e competentes, amigos leais, pais zelosos na educação dos filhos, políticos honestos, religiosos fiéis aos ensinos que ministram.

São, enfim, pessoas especiais, descomplicadas, de atitudes simples, mas coerentes e, acima de tudo, fiéis consigo mesmas.

Você sabia?

Que a pessoa que vive de aparências ou finge ser quem não é corre sérios riscos de entrar em depressão?

Isso é perfeitamente compreensível, graças à batalha que trava consigo mesma e o desgaste para manter uma realidade falsa.

Se é fácil enganar os outros, é impossível enganar a própria consciência.

Por todas essas razões, vale a pena ser quem se é, ainda que isso não agrade os outros.

Afinal, não é aos outros que prestaremos contas das nossas ações, e sim a Deus e à nossa consciência.

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz e Amor!

Á vocês uma linda terça-feira, plena em realizações...  beijosssssssssss!!!

Grace Kelly Perly

segunda-feira, 17 de junho de 2013

As Quatro Estações da Vida...



Você já notou a perfeição que existe na natureza? Uma prova incontestável da harmonia que rege a Criação. Como num poema cósmico, Deus rima a vida humana com o ritmo dos mundos.

Ao nascermos, é a primavera que eclode em seus perfumes e cores. Tudo é festa. A pele é viçosa. Cabelos e olhos brilham, o sorriso é fácil. Tudo traduz esperança e alegria.

Delicada primavera, como as crianças que encantam os nossos olhos com sua graça. Nessa época, tudo parece sorrir. Nenhuma preocupação perturba a alma.

A juventude corresponde ao auge do verão. Estação de calor e beleza, abençoada pelas chuvas ocasionais. O sol aquece as almas, renovam-se as promessas.

Os jovens acreditam que podem todas as coisas, que farão revoluções no mundo, que corrigirão todos os erros.

Trazem a alma aquecida pelo entusiasmo. São impetuosos, vibrantes. Seus impulsos fortes também podem ser passageiros... Como as tempestades de verão.

Mas a vida corre célere. E um dia - que surpresa - a força do verão já se foi.

Uma olhada ao espelho nos mostra rugas, os cabelos que começam a embranquecer, mas também aponta a mente trabalhada pela maturidade, a conquista de uma visão mais completa sobre a existência. É a chegada do outono.

Nessa estação, a palavra é plenitude. Outono remete a uma época de reflexão e de profunda beleza. Suas paisagens inspiradoras - de folhas douradas e céus de cores incríveis - traduzem bem esse momento de nossa vida.

No outono da existência já não há a ingenuidade infantil ou o ímpeto incontido da juventude, mas há sabedoria acumulada, experiência e muita disposição para viver cada momento, aproveitando cada segundo.

Enfim, um dia chega o inverno. A mais inquietante das estações. Muitos temem o inverno, como temem a velhice. É que esquecem a beleza misteriosa das paisagens cobertas de neve.

Época de recolhimento? Em parte. O inverno é também a época do compartilhamento de experiências.

Quem disse que a velhice é triste? Ela pode ser calorosa e feliz, como uma noite de inverno diante da lareira, na companhia dos seres amados.

Velhice também pode ser chocolate quente, sorrisos gentis, leitura sossegada, generosidade com filhos e netos. Basta que não se deixe que o frio enregele a alma.

Felizes seremos nós se aproveitarmos a beleza de cada estação. Da primavera levarmos pela vida inteira a espontaneidade e a alegria.

Do verão, a leveza e a força de vontade. Do outono, a reflexão. Do inverno, a experiência que se compartilha com os seres amados.

A mensagem das estações em nossa vida vai além. Quando pensar com tristeza na velhice, afaste de imediato essa idéia.

Lembre-se que após o inverno surge novamente a primavera. E tudo recomeça.

Nós também recomeçaremos. Nossa trajetória não se resume ao fim do inverno. Há outras vidas, com novas estações. E todas iniciam pela primavera da idade.

Após a morte, ressurgiremos em outros planos da vida. E seremos plenos, seremos belos. Basta para isso amar. Amar muito.

Amar as pessoas, as flores, os bichos, os mundos que giram serenos. Amar, enfim, a Criação Divina. Amar tanto que a vida se transforme numa eterna primavera.

Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita,v. 13, ed. Fep.

Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz e Amor!

Á vocês uma ótima semana,
plena em realizações...  beijosssssssssss!!!

Grace Kelly Perly

Segredos de uma lágrima...


Há quem acredite que os espíritas, por entrarem em contato com o mundo invisível, tudo sabem e com nada se comovem.

Nenhuma das afirmativas é verdadeira.

O espírita, como qualquer verdadeiro cristão, é alguém que traz o coração sensibilizado pelas dores do próximo. E chora. Pelas suas e pelas dores alheias.

Busca não se desesperar, mas extravasa seus sentimentos pela torrente das lágrimas mais de uma vez.

Analisando exatamente esse desaguar de sofrimentos através do pranto, é que um companheiro espírita teve oportunidade de escrever a respeito da lágrima:

Eu sou a pequenina gota d´agua que está em toda parte do Universo.

Nasci do orvalho da madrugada. Fui encontrada numa pétala de rosa que, sendo beijada pela luz do sol, fez de mim uma lágrima.

Encontro-me no doce olhar da criança, nos sonhos da juventude e na saudade do velho.

Ando por todos os caminhos do mundo...

Estou presente na alegria, na tristeza e no remorso, na dor e na saudade...

Estive junto a Jesus e caí dos Seus olhos quando Ele disse:

"Perdoa, Senhor! Eles não sabem o que fazem..."

Rolei na face de Maria, a Mãe Santíssima da Humanidade inteira, quando ela viu o seu filho amado abraçando o mundo com os braços da cruz...

Estou nos olhos de todas as mães!

Quando uma criança nasce, estou presente no seu primeiro vagido, e acompanho-a nos caminhos da vida, do berço ao túmulo...

O que mais me comove é o pranto do arrependimento, porque em mim brilha a luz da renovação que salva e edifica!

Nos olhos dos felizes ou dos desgraçados estou sempre presente a rolar pelas faces da sombra e da luz.

Enquanto houver pranto na Terra estarei sempre junto aos olhos das criaturas.

Um dia, espero não seja muito distante, alcançarei a imensidão do mar para me juntar às lágrimas de toda a natureza. Beijarei os rochedos...

Em mim se espelhará o céu profundo ante a luz do sol ou ante o brilho das estrelas.

O meu sonho é ser uma estrela...

Possuir o encanto da sua luz. Guiar os peregrinos do mundo e inspirar os poetas.

Desejo inspirar o homem e quando ele me vir nas noites mais escuras encontrará um novo alento e dirá, comovido:

"Obrigado, Senhor!

Agora creio em ti, porque vejo aquela estrela brilhando, brilhando sem cessar, dando testemunho da Tua presença e do Teu amor."

Eu desejo ser a estrela da crença e da fé.

* * *

Todas as lágrimas procedem de razões justas, embora não alcances prontamente as suas nascentes.

Há muita lágrima molhando finos lenços e muitas feridas ocultas em pesados tecidos de brocado ou renda, que nem todos identificam.

Cessa de chorar e enxuga outras lágrimas com o lenço da tua compreensão.

Redação do Momento Espírita com base em artigo de João Cabete, publicado no jornal Correio da amizade, nov/1978 e no verbete Lágrimas, do livro Repositório de sabedoria, v.2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz e Amor!

Á vocês uma ótima semana,
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Grace Kelly Perly

A Pena de Pavão...



Conta uma lenda árabe que um nômade do deserto resolveu, certo dia, mudar de oásis.

Reuniu todos os utensílios que possuía e de modo ordenado, foi colocando-os sobre o seu único camelo.

O animal era forte e paciente. Sem se perturbar, foi suportando o peso dos tapetes de predileção do seu dono.

Depois, foram colocados sobre ele os quadros de paisagens árabes, maravilhosamente pintados.

Na seqüência, foram acomodados os objetos de cozinha, de vários tamanhos.

Finalmente, vários baús cheios de quinquilharias. Nada podia ser dispensado. Tudo era importante.

Tudo fazia parte da vida daquele nômade, que desejava montar o novo lar, em outras paragens, de igual forma que ali o tinha.

O animal agüentou firme, sem mostrar revolta alguma com o peso excessivo que lhe impunha o dono.

Depois de algum tempo, o camelo estava abarrotado. Mas continuava de pé.

O beduíno se preparava para partir, quando se recordou de um detalhe importante: uma pena de pavão.

Ele a utilizava como caneta para escrever cartas aos amigos, preenchendo a sua solidão, no deserto.

Com cuidado, foi buscar a pena e encontrou um lugarzinho todo especial, para colocá-la em cima do camelo.

Logo que fez isso, o animal arriou com o peso e morreu. O homem ficou muito zangado e exclamou:

"Que animal mole! Não agüentou uma simples pena de pavão!"

Por vezes, agimos como o nômade da história. Não é raro o trabalhador perder o emprego e reclamar: "Fui mandado embora, só porque cheguei atrasado 10 minutos."

Ele se esquece de dizer que quase todos os dias chega atrasado 10 minutos.

Outro diz: "Minha mulher é muito intolerante. Brigou comigo só porque cheguei um pouquinho embriagado, depois da festinha com os amigos."

A realidade é que ele costuma chegar muitas vezes embriagado, tornando-se inconveniente e até agressivo.

Há pessoas que vivem a pedir emprestado dinheiro, livros, roupa para ir a uma festa, uma lista infindável.

E ficam chateadas quando recebem um não da pessoa que já cansou de viver a emprestar!

Costuma-se dizer que é a gota d’água que faz transbordar a taça. Em verdade, todo ser humano tem seu limite.

Quando o limite é ultrapassado, fica difícil o relacionamento entre as pessoas.

No trato familiar, são as pequenas faltas, quase imperceptíveis, que se vão acumulando, dia após dia.

É então que sucumbem relacionamentos conjugais, acabam casamentos que pareciam duradouros.

Amizades de longos anos deterioram. Empregos são perdidos, sociedades são desfeitas.

Tudo se deve ao excesso de reclamações diárias, faltas pequenas, mas constantes, pequenos deslizes, sempre repetidos.

Mentiras que parecem sem importância. Todavia, sempre renovadas.

Um dia surge em que a pessoa não suporta mais e toma uma atitude que surpreende a quem não se dera conta de como a sobrecarregara, ao longo das semanas, meses e anos.

* * *

Fique atento em todas as suas atividades diárias.

Não deixe que suas ações prejudiquem a outros, mesmo que de forma leve.

Não descarregue nos outros a sua frustração ou insatisfação.

Preze as amizades. Preserve a harmonia do ambiente familiar.

Seja você, sempre, quem tolere, compreenda e tenha sempre à mão uma boa dose de bom senso.


(Redação do Momento Espírita,  com base no texto A pena de pavão, de Djalma Santos, extraída do Jornal Laços Fraternos (RJ), março/2004.)

Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz e Amor!

Á vocês uma ótima semana,
plena em realizações...  beijosssssssssss!!!

Grace Kelly Perly